terça-feira, 15 de dezembro de 2009
After the rain there is sun!
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
verdades.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Vinícius
Aqui estão alguns de seus poemas. =D
"Como dizia o poeta
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não"
Pela luz dos olhos teus
"Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá
O encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais lararará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor
E só se pode achar
Que a luz dos olhos meus
Precisa se casar "
Soneto de Fidelidade
"De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure"
Soneto do amigo
Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
Se todos fossem iguais a você
Vai tua vida
Teu caminho é de paz e amor
A tua vida
É uma linda canção de amor
Abre teus braços e canta a última esperança
A esperança divina de amar em paz
Se todos fossem iguais a você
Que maravilha viver
Uma canção pelo ar
Uma mulher a cantar
Uma cidade a cantar
A sorrir, a cantar, a pedir
A beleza de amar
Como o sol, como a flor, como a luz
Amar sem mentir, nem sofrer
Existiria a verdade
Verdade que ninguém vê
Se todos fossem no mundo iguais a você
E um que marcou muito a minha infância!
O pato
"Lá vem o Pato
Pata aqui, pata acolá
Lá vem o Pato
Para ver o que é que há.
O Pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco
Pulou do poleiro
No pé do cavalo
Levou um coice
Criou um galo
Comeu um pedaço
De jenipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo
Caiu no poço
Quebrou a tigela
Tantas fez o moço
Que foi pra panela."
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Eu voltei, agora pra ficar!
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Na verdade, é isso.
domingo, 7 de junho de 2009
Sobre o Tempo...
"O tempo nao pára, não pára não, não pára" Cazuza
"Estamos todos matriculados na escola da vida onde o Mestre é o tempo" Cora Coralina
Tempo: sm. 1. A sucessão do anos, dias, horas, etc., que envolve a noção de presente, passado e futuro. 2. Momento ou ocasião apropriada para que uma coisa se realize. 3. Época, estação. Tempo, segundo o dicionário Aurélio da Língua Portuguesa
" ...mas o tempo ( e é outro ponto que eu espero a indulgência dos homens pensadores!), o tempo caleja a sensibilidade, e oblitera a memória das coisas..." Memórias Póstumas de Brás Cubas, página 184
" Matamos o tempo, o tempo nos enterra" Idem, pág. 193
"...Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Que não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo o que há pra viver..." Tempos Modernos - Lulu Santos
"...Todos os dias quando acordo,
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo..." Tempo Perdido - Legião Urbana
"O tempo é muito lento para os que esperam. Muito rápido para os que tem medo. Muito longo para os que lamentam. Muito curto para os que festejam. Mas, para os que amam, o tempo é eterno." William Shakeaspeare
"Eu fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra... " Mário Lago
"As pessoas comuns pensam apenas como passar o tempo. Uma pessoa inteligente tenta usar o tempo. " Arthur Schopenhauer
"...E que o tempo nos espera
Semanas e meses
E o tempo é uma febre
Anos sem curas
E que o tempo nos espera
Sem enredos, sem preces..." E que o tempo nos espera - Skank
terça-feira, 26 de maio de 2009
Filtro
domingo, 17 de maio de 2009
Flores mortas
quarta-feira, 13 de maio de 2009
É Tudo questão de costume...
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Sobre a linguagem
( Louis Hjelmslev, linguista dinamarquês)
sábado, 25 de abril de 2009
Promessa
Deu graças a Deus que iria voltar, dessa vez de verdade, talvez pra sempre. Ia ser surpresa pra todos, quanta coragem! Depois de todo o tempo, depois de toda a sorte do mundo, desistiu?
A viagem de volta demorava horas, ele sabia. Não conseguiu dormir no ônibus quente cheio de gente. Pra onde ia toda aquela gente? Gente dormia, comia, falava e falava e não parava de jeito nenhum de falar e a mulher contava da neta que tinha nascido e o homem falava em processar a empresa por causa do dinheiro. Era sempre o dinheiro. E a criança no colo da mãe no banco de trás chorando abafado, devagarinho aquele choro de sono que criança chora e mais parece gato que mia alto no telhado de noite.
Tudo aquilo se misturava no pensamento dele junto com as memórias de antes e a expectativa do depois, a ansiedade, a vontade de ir chegando e nem se justificar mais, só abraçar todo mundo de novo, beijar todo mundo de novo. Estava com aquela esperança boba de ter tudo, de novo.
E de tanto pensar cansou e cochilou um pouco, e mesmo assim conseguiu sonhar. E foi com a casa, com a família toda e com os amigos antigos da infância, com as brincadeiras na rua da Glória, da Dona Célia de olho pela janela só pra saber quem jogou bola no jardim dela e destruiu as roseiras, do moço que vendia o sorvete barato em dias de calor, dos mergulhos no rio, de todas as travessuras de criança. Sonho.
E quando tudo parecia realidade próxima, o sonho se misturou todo, no meio de toda a bagunça de rostos , de vozes e de coisas do sonho surgiu a promessa com força. Pesadelo.
Acordou assustado com aquele nó na garganta, no peito, em tudo. O sonho ruim trouxe de volta de longe do fundo do que ele já não lembrava mais e que evitava. E junto, ela surgiu.
Voltou como se um dia tivesse ido, mas isso nunca aconteceu. Pelo menos isso ele cumpriu, não conseguiu esquecer, bem como ele tinha dito, esquecer não dava.
Passa o tempo sempre e as horas voaram. Parou.
Desceu desconcertado, não recuperado dos devaneios da viagem. Olhou bem ao redor, procurando um rosto conhecido, um alguém. e entre todos os rostos que não eram dele, lá estava ela, a dona de tudo, a dona da promessa.
Ele tinha imaginado que a levaria com ele, ela tinha pensado que ele voltaria muito, muito antes pra ela. Promessa, e todo mundo sabe que promessa é dívida, era coisa sagrada.
E foi só o que ela disse a ele. Mas ele não pode dizer o que tanto queria, emudeceu como se realmente não tivesse nenhuma intenção de estar ali. Porque ele foi, ficou, voltou e o motivo todo mundo sabia, era por causa do dinheiro, era sempre o dinheiro.
O olhar dela permanecia o mesmo de anos atrás, imutável, do mesmo jeitinho que levava o mundo todo dentro. E os olhos dele a seguiram depois do abraço sozinho sem beijo de saudades. Esse permaneceu até hoje guardado, porque a dívida ele não conseguiu pagar.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Sobre sentir e escrever
Interlúdio
Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes.
( Cecília Meireles)
Já foi o tempo em que eu complicava tudo. Hoje vejo que posso encarar a vida de uma forma mais simples, sem ter que escravizar a minha mente com dúvidas e medos. Hoje sei que consigo olhar um belo dia quente de sol e pensar “ puxa, tenho que aproveitá-lo” ao invés de “com certeza vai chover de tarde com todo esse calor”, transformei-me, inverti os pensamentos inuteis, aqueles não aproveitáveis e vazios. Talvez porque obtive consciência de que devo aproveitar o hoje, uma ideia que me inspira a ser melhor. Carpe Diem. Tudo é efêmero, fato que assusta, mas verdadeiro. Se não aproveitar o agora, como é que poderei aproveitar o que está por vir? Através das palavras de Shakespeare, constato uma verdade: o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Deixei certas dúvidas de lado e me vejo aqui, escrevendo como forma de colocar tudo em ordem. Eu poderia expressar os motivos que me levaram a escrever, se é que há algum motivo que funcione como justificativa. Talvez não exista, não concretos, não absolutos, e nem sequer um em especial. E nem essa justificativa precisa existir.
Quem sabe eu possa chamar isso que me acontece de inspiração, aquela que vem e não se sabe de onde, nem porquê. Se bem que eu sei ( sei? Acho que sinto) o que é capaz de provocá-la. Algumas pessoas me inspiram e talvez ainda nem tenham consciência disso, revelo aqui então uma vontade: eu espero que descubram, para não desistirem, não desanimarem, e continuarem, sempre. Mas não quero que se cobrem por isso, não encarem como uma responsabilidade, pelo contrário, que deixem simplesmente acontecer, naturalmente, como as melhores coisas da vida.
Um momento, um gesto, uma palavra, tudo é capaz de trazer a inspiração assim, sem aviso, sem mais nem menos, sem precisar dizer a que veio, mas aparece de um jeito que é impossível recusar, ignorar, deixar pra depois. Então admito que espero ter a sensibilidade necessária para deixá-la entrar, se aconchegar, vir mais perto, tudo para que se demonstre e se mostre, plena.
Agora percebo que escrevo como um modo de expressão. É isso, não somente, mas é. E me utilizo disso para expressar ideias que costumo guardar para mim, já que sempre fui uma pessoa muito mais do tipo que observa do que aquela que pensa e logo fala. Talvez eu esteja começando a acreditar que preciso aproveitar o que tenho e que as observações que constituem o mix de que sou feita podem ser divididas, não mais guardadas, empoeirando. Agora vejo uma necessidade a mais, um desejo de saber se tudo isso faz realmente um sentido, ou nenhum, e se não está errado fechar as constatações num pedaço de mim. As janelas da alma se abrem nesse momento, mandam embora o escuro, trazem serenidade que inquieta, paradoxalmente, o que esteve aqui desde sempre.
Preciso deixar um pouco do que penso e sinto se mostrar, independente do valor que os outros vão dar para isso. Já não importa. Deixo que pensem o que quiserem, da forma que quiserem. Procuro agora sentir , deixar de lado hesitações e dúvidas que definitivamente não precisam existir quando o que permito agora, talvez involuntariamente até, é deixar que o coração controle a caneta no papel e retire o vazio do branco, mesmo que não faça sentido algum, mesmo que eu não consiga mudar absolutamente nada.
Pode ser ainda que ninguém sequer leia as minhas palavras. Mas elas continuarão, imcompletas. Isso porque sempre haverá algo a mais que não foi dito, ou que ficou subentendido, porém mesmo falhando assim, sem sucesso em organizar o que busco expressar, fica a expectativa de que alguém um dia se identifique o suficiente para guardar na memória algo que tentei dizer aqui, e isso já vale.
Desejo agora começar a evoluir, e sei que o importante mesmo é crescer, com a sensação revigorante de ser fiel à própria essência, ser único, saber que se está de fato tentando alcançar o que se acredita de verdade, e como diz um amigo, ter enfim a felicidade de saber que a consciência se mantém limpa. Buscarei ser eu mesma o tempo todo, respeitar o que sempre acreditei, escrever com a sinceridade necessária para amadurecer, ter a sensação de que há muito por vir, porque sei que tenho muito o que aprender e estagnar seria desperdício, não quero me contentar com o aparentemente suficiente, pois nunca é, ele não existe. Quero mais. Quero que as reflexões se mostrem. Quero que apareçam os sonhos traduzidos.