No momento em que abri meus olhos os dias ficaram claros. Início de algo sem fim, avalanche de ações que não poderiam ser desperdiçadas. Sorrisos verdadeiros me completaram assim como antes, telefonemas com oportunidades e novidades válidas. Felicidade. Só pode ser, não há mais o que dizer.
Passando os dias na mesma rotina sincera. Enfim, sincera! Poderia transformá-la e me enganar, colocando defeitos, procurando justificativas para tudo aquilo que não acontece como eu penso que deveria ser ou que sinto que pode ser mudado, mas não. Dessa vez recebi o presente com as mãos abertas e com vontade de abri-lo, e abri devagar, mas com jeito...Aprendi a ter jeito, não perfeitamente como eu gostaria...ainda aprendo.
Fecho os olhos. Me transporto e tudo muda? Coloco-me novamente no mesmo lugar de origem e cerco-me de propósito, faço de conta, penso. Penso muito, meu Deus. Sinto mais ainda. Razão não anda comigo sempre e me segue quando eu a abandono. Despropositada. Sem graça e singela, é essa razão.
Percorro caminhos que conheço faz tempo, ando e ando cada vez mais. Aperto no peito, vontade de gritar, largar tudo e correr pra tentar sair. Eu, meu coração, minha alma. Nós, todos.
Faço de conta que dou conta. Respiro e volto a caminhar d e v a g a r ... mas as paredes são sempre iguais, os olhares os mesmos e o chão é feito de areia.
Me prendo. Em lugares que quero, em situações que não quero e em mim mesma, nas minhas velhas vontades que não me saem da cabeça. Não é mais meu coração que pede, é a cabeça que faz questão de formar pequeninas passagens que parecem fechadas... e estreitas, cada vez mais estreitas...
E que não são obra da razão.