Na vida a gente só aprende depois de lutar muito se debatendo na correnteza. Só tropeçando e caindo por todo o desequilíbrio... pra depois se levantar.
Esse vai ser um texto sem condução, eu não quero trabalhar muito no que vou escrever e nem analisar sua coerência, só vou levar a caneta ao papel nesse silêncio todo pra fugir um pouco do que vejo, do que sinto e de toda a falta que a vida me traz, de toda certeza desonesta que começa e acaba em mim, de toda imaginação construída com base em minhas próprias ilusões: esteve tudo bem, está tudo bem, vai ficar tudo bem, nunca deixou de estar.
Volto um pouco no antes e me afogo. São cartas, telefonemas, presenças, faltas, conselhos, choros, brincadeiras, medos, olhos virados que não me garantem nada. O que me impede de queimar todo esse arquivo?
Nessas horas me pergunto o que será do amanhã, meu e dos outros. E e lembro que já ouvi nessa vida algum" pra sempre" de mentirinha que na época era. E continuamos jogando ao vento o que não sabemos se existe e que talvez se acabe. Com convicções incertas construi as velhas amizades que hoje, com absoluta certeza, viraram pó.
Eu jogo no mar, dizem que purifica, o mar leva embora e a onda já não traz, porque o que deixou de ser o mar toma. Só observo a maré e as ondas que quebram, e peço pra continuarem.
Não quero parecer alguém que não seja eu. Não me perderei em meio à multidão me transformando em um deles, não me identifico com novas opiniões fáceis, manipuláveis, mutiláveis, desgastadas, poucas e nada sinceras e que faltam, desfiando, derretendo, dissolvendo-se por fim aos montes. Me recuso a ser o rosto que não sente, não expressa, que aceita. Me guardo em mim. Porque ser como os outros é um papel que qualquer um faz bem nessa trama que é a vida.
Espero que minhas amizades não morram.. nem que eu seja mais um na multidão.
ResponderExcluirVocê e seus textos conseguem me fazer pensar =P