Uma bagunça danada me toma pela mão, me faz sentar e começar alguma coisa. Olhei pra folha. Vai demorar muito pra começar? Quanto tempo eu vou levar então pra organizar tudo isso? Peço a mim mesma pra não me deixar, e sinto que fico de pouco em pouco no que deixei. Num instante qualquer toca a mesma música que eu já tinha ouvido, parei pra respirar. A melodia é linda e sem risco nenhum de ser ruim, ela fala de quê? Vou ouvir de novo e de novo até saber cantar. Quando eu aprender, quero cantá-la por aí, vou dividi-la com alguém. Será que alguém vai conhecer essa? Tem tantas, mas essa é a que eu ouvi.
Saio. Tem tanta gente lá fora e todo mundo apressado, com ar de cansaço, ar de corrida. Precisa correr? Fiquei com vontade de perguntar pra onde iam, e mais ainda que a resposta fosse qualquer lugar.Seria tão mais sincero do que inventar! No fundo ninguém sabe. Eu vou ao banco, à escola, ao parque, à festa, eu estou voltando só de onde vim. Mas eu não sei mesmo de onde foi e nem cheguei e já quis voltar.
Cheguei. Respiro devagar, não há pressa. Um dia eu quero descobrir se correr vale mesmo a pena, se todo esforço vira recompensa.
Há tanto pra fazer, pra resolver, pra pensar. Olho pro relógio. Que horas são? Eu quero muito tempo, eu quero tempo pra fazer o que gosto, pra estar com quem eu gosto, pra mostrar que está em mim a vontade verdadeira de ficar perto. Eu não vi passar! O relógio me enganou enquanto eu pensava no quanto queria estar em qualquer lugar pra dizer o que eu tenho pra dizer, pra fazer você me escutar.Volto ao papel, ele me diz as verdades que estão presas. Pobres, eu as sei e as repito todo dia. Ao ver o sol, a tranquilidade toma conta. Acho que deve ser fé ou esperança, algo assim. Eu sei que no final ( ou no começo) eu quero sorrir de qualquer jeito.
perfeito! Fechando (será?) com chave de ouro *-*
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